quinta-feira, 23 de abril de 2026

Amor pelo inanimado

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SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                                         AMOR PELO INANIMADO

Parece bizarro pensar que um robô pode fazer muita diferença em nossas vidas, mas pode. E isso não é de agora com o advento de tanta tecnologia.

Presta atenção: em 1939, veja bem! Em uma Feira Mundial de Nova Iorque aconteceu algo muito inusitado. Um homem eletromecânico chamado Elektro, produzido pela Westinghouse Electric Corporation, foi bem aclamado por ajudar as mulheres em seus afazeres domésticos. Parece bem familiar, não é mesmo? (Alexia). Mas o que isso quer nos mostrar é que o amor pelo inanimado vem de tempos bem pretéritos, criando uma consciência que se equipararia e se relacionaria muito bem com o nosso tempo atual: um tempo de muita solidão. O robô, que era somente para ser um ajudante, tinha mais que um objetivo ou função, melhor dizendo. Serviria como uma companhia para quem o utilizasse.

J. Gilbert Baird, da Westinghouse, deu um depoimento na revista Life, dizendo o seguinte: “Elektro é um perfeito cavalheiro e encanta as crianças” (HERTZ, 2021, p. 225). O que ele estava fazendo? Personificando um objeto metálico.

Recentemente, na cidade de Baoding, na China, um homem pediu para ser enterrado em seu Hyundai Sonata prateado. Tal era o afeto que sentia pelo veículo.

Pesquisadores da Universidade da Geórgia, deram robôs Roomba, para 30 famílias e as observaram durante 6 meses. O resultado: dois terços dessas famílias haviam dado nomes para os robôs. O mesmo número conversava com eles e um décimo das famílias compraram roupas para eles e, alguns até levavam o robô para viagens de férias.

Parece assustador, mas é o retrato de um mundo atolado na solidão. Como fomos criados para a conexão, a angústia oriunda da solidão nos faz buscar caminhos muito diferentes do que realmente pode ser o sensato.

Que sigamos pensando... 

Um grande abraço para você!

segunda-feira, 30 de março de 2026

Selo Moda Music confirma Bel Costa no palco Talentos da Terra do Pedro Leopoldo Rodeio Show

 


Bel Costa - Divulgação.

 

Em ascensão na cena sertaneja e embalada pelo lançamento do single "Torce Pro Mundo Acabar", a cantora promete um show marcante em um dos maiores festivais do Brasil

 A cantora Bel Costa acaba de ser anunciada como uma das grandes atrações do palco Talentos da Terra na 21ª edição do Pedro Leopoldo Rodeio Show, que acontece entre os dias 05 e 13 de junho, no Parque da Música, Pedro Leopoldo. A artista chega ao festival impulsionada pelo selo Moda Music e comemorando o lançamento de seu mais recente single, "Torce Pro Mundo Acabar".

A confirmação no line-up de um dos eventos mais prestigiados do país marca um novo e importante capítulo na trajetória da sertaneja. "Recebi a notícia com muita emoção e gratidão. O Pedro Leopoldo Rodeio Show é um dos maiores eventos do Brasil e estar no palco Talentos da Terra é uma oportunidade enorme. Para mim, representa o reconhecimento do trabalho que venho construindo com muito carinho e também um passo muito importante na minha carreira", celebra Bel Costa.

A ascensão da artista conta com o suporte estratégico do Moda Music, uma parceria inovadora entre o Virgin Music Group (divisão da Universal Music) e a Clan DVT. O selo tem como objetivo investir na música sertaneja e posicionar seus artistas nos principais eventos do país, oferecendo uma plataforma sólida para novos talentos. "O Moda Music tem sido muito importante nesse momento. É uma parceria que acredita no meu trabalho, nas minhas músicas e no meu potencial, e isso faz toda a diferença. Ter pessoas que caminham junto com você e ajudam a abrir portas foi fundamental para que eu chegasse a um evento tão grande", destaca a cantora.

Repertório especial e projeção nacional

Para a apresentação no Pedro Leopoldo Rodeio Show, Bel Costa garante que o público não ficará parado. "O público pode esperar muita energia, músicas do nosso DVD, emoção e aquele sertanejo que todo mundo ama cantar junto. Estou preparando um show com músicas que fazem parte da minha história e também aquelas que estão no coração das pessoas", revela. A cantora também promete um repertório com surpresas: "Quero que seja um show marcante, então podem esperar músicas escolhidas com muito carinho. E é claro! Vamos dançar muito juntos”, disse.

Integrando o seleto grupo de artistas do evento, Bel enxerga a oportunidade como um trampolim. "Eu vejo como uma grande vitrine e uma chance muito especial de mostrar meu trabalho para ainda mais pessoas. Acredito que oportunidades assim abrem novos caminhos e fortalecem ainda mais a minha trajetória. Sou muito grata a Deus e a todos do Pedro Leopoldo Rodeio Show que me receberam com tanto carinho desde a primeira reunião", contou.

Após o rodeio, os planos são ambiciosos. "Continuo focada em levar minha música para cada vez mais lugares e quem sabe em mais cidades que recebem o 'Circuito Sertanejo'. Tenho muitos projetos em andamento, novos conteúdos e novidades que estou preparando com muito carinho para quem acompanha meu trabalho", finaliza.

De vendedora de geladinhos à gravação em Goiânia

Natural de Sete Lagoas (MG), Bel Costa descobriu sua paixão pela música aos 13 anos. A caminhada até os grandes palcos, no entanto, exigiu suor e persistência. Antes de ver sua carreira decolar, Bel ajudava no sustento da família vendendo geladinhos, enquanto dava seus primeiros passos artísticos cantando em barzinhos e eventos culturais às margens da lagoa de sua cidade natal. Cada apresentação já era um ensaio para o futuro que ela sonhava construir.

Quando a pandemia impôs uma pausa forçada aos shows presenciais, a cantora precisou se reinventar. Foi nas transmissões ao vivo do TikTok que Bel encontrou não apenas uma nova forma de se conectar com o público, mas também a sua principal fonte de renda naquele período. A criatividade e a determinação transformaram o obstáculo em uma oportunidade de expandir sua voz para além das fronteiras de Minas Gerais.

O grande divisor de águas de sua trajetória veio com a gravação de seu primeiro DVD, intitulado "Nosso Sonho", em Goiânia. O projeto é um verdadeiro testemunho de resistência. A primeira tentativa na capital sertaneja foi marcada por dificuldades financeiras, necessidade de recomeço e a dolorosa perda de entes queridos. Contudo, amparada por fãs, amigos e parceiros estratégicos — como o diretor Edu Valim, que abraçou o planejamento e a execução do projeto —, Bel transformou a dor em combustível.

Hoje, o DVD "Nosso Sonho" e sua chegada a eventos gigantes como o Pedro Leopoldo Rodeio Show representam muito mais do que conquistas musicais: são o resultado de uma rede de apoio construída com fé, dedicação e um amor incondicional à arte de emocionar as pessoas.

Bel Costa na web:

Sobre o Pedro Leopoldo Rodeio Show 2026

Consolidado como um dos maiores e mais importantes festivais do país, que integra o Circuito Sertanejo, o evento vai muito além do entretenimento, atuando como um verdadeiro motor para a economia e o turismo de Minas Gerais. A 21ª edição trará uma megaestrutura e um time de estrelas no palco principal, incluindo Maiara & Maraisa, Gusttavo Lima, Chitãozinho & Xororó, Natanzinho Lima, Simone Mendes, Lauana Prado, Matheus & Kauan, Zé Neto & Cristiano, João Bosco & Vinícius, Menos é Mais, Zezé di Camargo & Luciano e Panda.

Com infraestrutura moderna, o Parque da Música oferece setores diferenciados, como lounges e camarotes premium, além de estacionamento para mais de 3 mil veículos e localização estratégica, a cerca de 35 km de Belo Horizonte e próximo ao Aeroporto Internacional de Confins.

Serviço

Pedro Leopoldo Rodeio Show 2026 – 21ª edição
Datas: 05 a 13 de junho de 2026
Local: Parque da Música – Av. Via Norte, 2752, Parque Andyara, Pedro Leopoldo/MG

Vendas:

Atrações já confirmadas no Palco Principal

  • Gusttavo Lima
  • Chitãozinho & Xororó
  • Maiara & Maraisa
  • Natanzinho Lima
  • Simone Mendes
  • Lauana Prado
  • Matheus & Kauan
  • Zé Neto & Cristiano
  • João Bosco & Vinícius
  • Menos é Mais
  • Zezé di Camargo & Luciano
  • Panda

Atração já confirmada no Palco Talentos da Terra

  • Bel Costa

 

Distração digital

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CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                                         DISTRAÇÃO DIGITAL

Sabe quantas vezes verificamos nosso celular, em média, por dia? 221 vezes. Segundo Hertz (2020), isso soma 3h15min de uso diário médio, quase 1200 horas por ano. Olha que estes dados são de 2020. Certamente os números são bem maiores no momento.

A distração digital se tornou tão preocupante que em lugares como Sydney, Tel Aviv e Seul, os urbanistas tomaram a seguinte medida: instalaram luzes de pare/siga nas calçadas para que os pedestres possam perceber e ver se é seguro atravessar a sua sem se desviarem os olhos da tela. Assustador, não é? E quer ver como tal medida deu certo? Na Coreia do Sul, depois da instalação das luzes pare/siga, as lesões de pedestres caíram 20% e as mortes, 40%. E o que tudo isso nos sinaliza? Estamos mais preocupados em estar conectados, que ter atenção para evitar um possível atropelamento.

A grande questão é que o uso do smartphone não deve ser criticado, uma vez que todos os meios de comunicação que revolucionaram determinadas épocas, tiveram muitas críticas. O que não devemos é deixar de entender o papel que ele deve ter em nossas atitudes diárias. Isso é tão real, que o uso indiscriminado do celular, tem feito com que a cortesia e a civilidade sejam substituídas por um movimento de solidão cada vez mais premente.

Em um estudo recente, pesquisadores descobriram que desconhecidos sorriem menos uns para os outros quando estão com seus celulares. Isso para não dizer de momentos trágicos oriundos destas distrações que têm levado muitas pessoas para o cemitério. Nos últimos anos, vários bebês morreram porque seus pais estavam distraídos com o celular.

Em um caso extremos, ocorrido no Texas, uma mãe alegou que havia deixado sua filha de oito meses no banho “por apenas alguns minutos enquanto cuidava do outro filho”. Quando a polícia analisou seu celular, descobriu que ela havia passado 18 minutos no Facebook. Minutos que foram fatais para seu bebê.

Esse é um caso extremos, mas quantas vezes no dia a dia, testemunhamos de crianças sendo negligenciadas, deixadas sozinhas, enquanto os pais estão distraídos com o celular navegando nas redes sociais.

Será isso justo? Que sigamos pensando... 

Um grande abraço para você!

segunda-feira, 9 de março de 2026

A Era sem contato

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CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                                      A ERA SEM CONTATO

Noreena Hertz conta de uma experiência que teve em um mercado em Manhatan em que sendo monitorada por muitas câmeras não encontrou ninguém para ajuda-la em suas compras - se acaso tivesse alguma dúvida – mas apenas terminais, leitores de códigos de barras para fazer o pagamento. Além da solidão do local, tinha o silêncio que a incomodou muito. Não havia interações. Apenas consumidores tendo uma relação bem objetiva com a máquina.

Entendemos que esta é uma tendência que cresceu muito após a pandemia, mas o que isso está fazendo conosco. Talvez seja esta a grande pergunta que devemos levantar: o que toda mudança social incide sobre mim e/ou a sociedade ao meu redor?

Entendemos que tudo isso colabora para que o distanciamento seja uma pedra de toque do nosso tempo. E sabe de uma coisa? Sabia que a geografia muito colabora com esta verdade!?

Pesquisas confirmam que pessoas que vivem em ruas com pouco volume de tráfego têm três vezes mais conexões sociais, amigos e conhecidos que pessoas que vivem em lugares onde a rua tem um tráfego mais intenso. E é fácil entender o porquê. Ruas mais tranquilas trazem mais segurança para os moradores, sobretudo para as crianças que gostam de brincar fora de casa. Isso alimenta nossa necessidade de comunidade.

Percebemos muitas ações interessantes acontecendo. Muitos lugares, como Cobilândia e Jardim América, ganharam praças e espaços de conexão que são verdadeiros promotores da fraternidade. Pessoas se encontram, conversam, se conectam criando laços importantes para a saúde total.

Em Cariacica (ES), o governo construiu uma orla que além de embelezar o lugar, serve como um espaço de integração, onde as pessoas conversam, fazem atividades físicas, andam de bicicleta, criando assim uma atmosfera de movimento comunitário onde pulsa a vida.

Vimos aí que existem lugares de distanciamento e lugares onde podemos treinar nossa conexão social. Que possamos buscar equilíbrio nestas partes para que a vida ganhe um tom mais colorido.

E sigamos pensando...  

Um grande abraço para você!

Amor pelo inanimado

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