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sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Festival Literário de São Gonçalo homenageia o poeta ativista Carlos de Assumpção

         Festival Literário de São Gonçalo homenageia o poeta ativista Carlos de Assumpção


O poeta é considerado um dos ícones vivos da literatura afro-brasileira

Digulg Carlos de Assumpção - Divulgação


O FLISGO, em sua 3ª edição e a cidade de São Gonçalo se preparam para receber Carlos de Assumpção, que é considerado o maior poeta vivo e invisível do Brasil. O evento acontecerá entre os dias 19 e 22 de novembro, das 10 às 19h, no Conjunto Habitacional do antigo 3º BI, na Rua Dr. Porciúncula, 395 - Venda da Cruz/SG.


Homenagear essa personalidade em um festival onde a descentralização da cultura e a palavra de ordem e ter a oportunidade de reconhecer e celebrar sua vida e história, é uma honra para todos os envolvidos no projeto. Sem falar, é claro, da apresentação de fazedores de cultura da cidade que, unidos a escritores de todo o Brasil, abrilhantarão ainda mais o festival deste ano.


O ano de 2021, importante por sua representatividade ao se comemorar o centenário de Paulo Freire, por ser um marco para os preparativos iniciais para a comemoração de Darci Ribeiro, se tornou ainda mais precioso para o Festival Literário de São Gonçalo que, ainda jovem em sua terceira edição, é considerado um dos festivais mais importantes do Leste Fluminense, e apresenta, pela primeira vez, um autor homenageado. Carlos Assumpção, aos 94 anos, é um quase centenário, vivo, atuante e que apresenta um vigor contagiante.


Além disso, poder falar de literatura afro-brasileira em pleno novembro negro é uma oportunidade ímpar. Apresentar ao mundo os passos que vem de longe na luta contra o racismo, questionar a invisibilidade de um poeta tão talentoso e celebrar sua existência, resistência, história e obras, é combater de frente o racismo com todos os seus tentáculos. Afinal, Carlos de Assumpção faz parte da história da literatura brasileira e é protagonista na atual construção da poesia do século XXI.


Por ocasião do evento, o homenageado será presenteado com um busto, feito pela artista plástica da cidade, Elizabeth Salles. O busto ficará em exposição, após o evento, na sede do coletivo Afrotribo, que partilha a realização do evento com o coletivo Acesso Cultural.


Carlos de Assumpção - Divulgação


Um pouco mais sobre o poeta homenageado


Assumpção é professor, advogado, poeta, escritor, e um dos decanos da literatura afro-brasileira. Paulista de 94 anos, nascido em 23 de maio de 1927, morando atualmente em Franca, São Paulo. Em 1958, ganhou o Título de Personalidade Negra, no 70° do aniversário da Abolição, pela Associação Cultural do Negro, em São Paulo. Em 1982, recebeu o Título de Personalidade do ano, em Franca. Mais adiante, em 1996, recebeu a Placa de Prata de VII semana Cornélio Pires, em Tietê.


Com seu poema PROTESTO, marcou época no qual simbolizou a ascensão e a reivindicações da intelectualidade Negra do Estado de São Paulo. Com este poema, Carlos de Assumpção ganhou o primeiro lugar no Concurso de Poesia Falada, poema este que está presente em diversas antologias em inglês, francês e alemão. Teve participação em diversas publicações do respeitado e aclamado Cadernos Negros. Foi colaborador da Revista Literária Veredas, do Suplemento Cultural Arte Agora e do Suplemento Cultural do Diário Oficial do Estado.


Em 1998, o professor Poeta lançou um CD intitulado Quilombo de Palavras, ao lado de outro importante intelectual afro-brasileiro, o poeta Cuti. No ano de 2019, esteve presente no documentário "Carlos de Assumpção: Protesto" e memórias e declamações foram exibidas. É membro da Academia Francana de Letras. Ainda em 2020 lançou o livro "Não pararei de gritar!"  Como um bom ativista, não para! Em 25 de fevereiro de 2021, o poeta Carlos de Assumpção recebeu o Título de Doutor "Honoris Causa", na reunião do Conselho Universitário da UNESP. E, mesmo aos 94 anos, o professor poeta, Carlos de Assumpção, percorre algumas escolas de Franca com seu Sarau Protesto dialogando com alunos e professores, pois ele garante que não vai parar de gritar!

 

domingo, 14 de novembro de 2021

Livro Infantil, da jornalista Gabriela Nasser, incentiva diálogos preventivos contra as drogas e a violência, com linguagem divertida, versada em rimas, para crianças, adolescentes, pais e professores.

          Livro Infantil, da jornalista Gabriela Nasser, incentiva diálogos preventivos contra as drogas e a violência, com linguagem divertida, versada em rimas, para crianças, adolescentes, pais e professores.

Divulgação


 
O assunto prevenção do uso de drogas e a violência na infância e juventude, quando não há nenhuma ocorrência mais grave de uso e seus efeitos, deve ser tratado de uma maneira direta, mas pode até ser versada em rimas e pra lá de divertida. Pensando nisto, a jornalista, comunicadora e escritora Gabriela Nasser criou a personagem “Pompa”, uma “palhacinha-bailarina-professorinha”  que ensina com talentos muito especiais no livro “ Pompa e as circunstâncias!”, um paradidático, para crianças de 8 a 12 anos, que não merecem ficar de fora de um diálogo amável e enfático, previsto por Nasser para ser vivenciado entre esses “adultos de amanhã”, seus pais e professores. O volume será lançado no dia 17 de dezembro, das 15h às 17h, no Clube Rio Cricket ( Rua Fagundes Varela, 637, Icaraí). O evento é dirigido a crianças e adultos.

O livro, que ja ganhou a versão da personagem em forma de boneca de pano criada pela artesã Cristina Fuscaldo Melo,  também trata da diversidade de religiões, o respeito às autoridades do Brasil- aliado à visão de que a criança também pode pedir ajuda a qualquer uma pessoa lotada nesta posição -, entre outros assuntos de suma importância para uma boa educação. Sem falar nos temas redes sociais e cuidados com o dentes definitivos, promovendo o entendimento da importância de uma melhor higiene nas fases de troca de dentes, entre outros. O projeto é voltado para o bem estar e melhoria na qualidade de vida dos pequenos. O livro “Pompa e as circunstâncias!” é um lançamento da Editora Autografia, e está a venda, a partir de 5 de dezembro, no site da editora e principais plataformas.

Prefaciado pela professora Matilde Slaibi Conti, Presidente do Cenáculo Fluminense de História e Letras e Membro da Academia Niteroiense de Letras, o volume foi pensado de forma a proporcionar uma melhor estrutura no panorama educativo, capaz de gerar uma influência favorável à felicidade das crianças - avisando , prevenindo, ensinando, apresentando de forma descontraída o que não é brincadeira e é muito sério. “Cada rima foi pensada até mesmo antes de eu escrever as frases do livro, de forma a levantar, despertar, alegrar com coerência os pequenos leitores”, conta a autora, que desenvolveu trabalhos como educadora de artes e religião com crianças e jovens de 6 a 14 anos. “A criança fixa muito bem tudo que é ensinado pelos professores. Às vezes, lembram de um direcionamento pela vida inteira. É preciso apresentar a elas coisas boas, sempre encaminhando à consciência e ajudando elas a pensarem em uma forma construtiva de modo a optarem por escolhas seguras, após certa reflexão.”, explica Gabriela.

O livro “Pompa e as circunstâncias!” ganhou este título numa brincadeira referente ao jargão utilizado na coluna social produzida pela autora, enquanto escrevia no diário O Fluminense, onde registrou grandes eventos da sociedade, repletos de, como dizia no espaço, pompa e circunstância. Dando vida à personagem, o projeto gráfico é exclusivo e delicado, e só não promove brincadeiras nas ilustrações de dois capítulos que são para a tão necessária atenção extra: leia-se “Pompa e as Drogas” e “ Pompa e a Violência”.

No último capítulo, a edição traz dez brincadeiras à moda antiga, para se brincar longe do computador e telefones celulares, a fim de dar a vez à diversão sadia. Estão descritas a Dança das Cadeiras, Pique-esconde, Chicotinho Queimado, Trava- língua, Passa Anel, entre outras opções de diversão para se curtir no pátio do colégio, no play-ground do condomínio ou no quintal de casa, como estímulo a uma vivência criativa e livre, comprometida com um equilíbrio entre os apelos digitais desnecessários e suas contribuições reais.

 
SOBRE A AUTORA

Durante a infância e juventude a autora estudou no Centro Educacional de Niterói, onde, na biblioteca local, escolhia livros simples, diretos, de preferência do gênero não ficção, foco de sua motivação para escrever esta obra paradidática.

 Formada pela Universidade Estácio de Sá, em Comunicação Social - habilitação Jornalismo-, é pós-graduada em Estratégia de Comunicação e MKT, pela Fundação Getúlio Vargas. Gabriela Nasser foi colunista social do diário Jornal O Fluminense e é jornalista titular do site Gabriela Nasser Comunica, atualmente, espaço que tem ênfase no público perfil A do leste-fluminense e estado do Rio de Janeiro. Estabeleceu-se como assessora de imprensa desde 1996, tendo realizado diversos trabalhos de divulgação e eventos. Também  desenvolveu projeto junto às crianças e adolescentes com idades entre de 6 a 14 anos, como educadora religiosa da fé cristã evangélica.

Recebeu diversas homenagens públicas, entre elas, o Prêmio “A Caneta de Ouro”, referente aos melhores da imprensa do ano de 1998. É membro da Comissão OAB Mulher de Niterói, com a qual realizou palestra virtual, e não só para a comissão, mas, também, para o Rotary Club Niterói, com o tema de prevenção da violência contra a mulher, através da campanha” Sinal Vermelho”.

SOBRE A ILUSTRADORA

Fabiana Espíndola, assim como a autora, também estudou no Centro Educacional de Niterói, onde nutriram grande amizade.  É formada em arquitetura e urbanismo pela Faculdade Bennett. Na área das artes plásticas, cursou a escola do Parque Lage e participou de diversos cursos no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, além de ter tido aulas de pintura na Fábrica Bhering. É conhecida pelo imenso potencial em diversificar o seu traço, tanto em obras adultas, como nas infantis.

As ilustrações produzidas por Espíndola, que também é sobrinha da artista plástica Dirce Gonçalves,  foram desenvolvidas a partir de desenhos originais aquarelados, traduzindo estilo suave e lúdico, onde bichos, algumas vezes, tomam o lugar dos personagens humanos, com traços singelos e exclusivos, repletos de ênfase nas cores lilás e rosa. ”Escolhi lápis de cor aquarelado e o papel Canson, com técnica que não pinta a figura inteira, apenas parte dela. Com os personagens lúdicos, espero contribuir para o processo de aprendizagem infantil”, comenta Fabiana.

“ O desafio de ilustrar o livro ‘ Pompa e as circunstâncias’ me ajudou a amenizar os efeitos e receios desta pandemia brutal”, revela a ilustradora.

 
Depoimento

”(...) Há muita informação boa, com o objetivo de formação; com conteúdos diretos. É uma linguagem rápida e com ritmo (...).  Por exemplo sobre os dentes de leite, caberia mais ao primeiro ano, podendo mesmo ser usado em mediação de leitura/´contação´ de história, na série final da educação infantil, pois é quando os dentinhos começam a cair. O mesmo raciocínio vale para o tema do recreio. O Livro tem bom potencial como paradidático porque as mudanças de conteúdo levam (...) valores e virtudes nas séries iniciais.” (Fabiana Correa – escritora e professora.)


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