quinta-feira, 27 de julho de 2023

Inclusão: Enxergando o Futuro pede ensino do braile nas escolas

 Inclusão: Enxergando o Futuro pede ensino do braile nas escolas


Ao aprender o sistema de escrita e leitura tátil, pessoas cegas e de baixa visão ganham autonomia, inclusão na sociedade e mais espaço no mercado de trabalho


Daniela Frontera manuseia material pedagógico - crédito Nayara Zattoni


O avanço tecnológico dos últimos anos, principalmente a criação dos leitores de tela, programas de computador que convertem o texto em áudio, facilitou muito a vida de quem é cego ou tem baixa visão. Essas ferramentas possibilitam navegar na Internet, ter acesso à informação e a se socializar com o mundo. Mas um código inventado há quase 200 anos ainda é indispensável à educação e à inclusão dessas pessoas.  É o braile, código universal de escrita e leitura tátil, que utiliza seis pontos.


Por isso, o Projeto Enxergando o Futuro, que ensina braile a distância, por plataforma online, e de graça para deficientes visuais de todo o Brasil e até do exterior, aproveitando que o Ministério de Direitos Humanos e Cidadania abriu canal para sugestões de políticas de inclusão e paz, sugeriu uma proposta que já considera importante há tempos: que o braile seja oferecido na rede pública de ensino.


A proposta foi inserida no site Brasil Participativo, do governo federal, no mês passado. Desde então, o Enxergando o Futuro vem buscando apoio à proposta, para que se torne realidade. A tecnologia é bem-vinda, mas não substitui o braile, afirma Daniela Reis Frontera, fundadora do Projeto Enxergando o Futuro. Sem o braile, afirma, haverá um problema sério para alfabetização dos cegos e, futuramente, para a empregabilidade, porque uma pessoa mal alfabetizada não vai conseguir uma vaga qualificada.


O Projeto Enxergando o Futuro, nascido em 2019, em Duartina (SP), já formou 38 pessoas até agora e em agosto mais 15 estudantes terminam o curso. “Atuamos, como outras entidades, como formiguinhas no ensino do braile. Mas é muito pouco diante da quantidade de pessoas com dificuldade para enxergar”, frisa ela.


Segundo dados do censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, 18,6% da população brasileira possui algum tipo de deficiência visual. Desse total, 6,5 milhões apresentam deficiência visual severa, sendo que 506 mil têm perda total da visão (0,3% da população) e 6 milhões, grande dificuldade para enxergar (3,2%). É por isso que o Enxergando o Futuro busca mobilização para que as escolas ensinem braile. “Quem aprende braile, ganha autonomia, consegue se socializar com o mundo e tem mais chance de conseguir uma vaga qualificada no mercado de trabalho”, acrescenta Daniela.


Ela ressalta que há inúmeras pessoas, como ela, que vão perdendo a visão aos poucos ao longo da vida e que poderiam logo no início já aprender o braile, o que facilitaria a aceitação da nova condição. Aos 23 anos, Daniela foi diagnosticada com retinose pigmentar. Com o passar do tempo, foi perdendo visão, mas o processo de aceitação da condição foi lento. Só quando começou a bater nos móveis dentro da própria casa e precisar de ajuda para se locomover, caiu a ficha que não estava enxergando. Foi quando decidiu aprender o braile.


Após aprender o braile e passar a usar tecnologia assistiva, Daniela obteve de volta autonomia para praticamente tudo na sua vida. Inclusive, facilitou suas atividades de empresária. Ao sentir o impacto positivo do braile, ela decidiu criar um Projeto Enxergando o Futuro para ajudar pessoas cegas. Ela tornou-se palestrante e coach com foco em desenvolvimento de performance para equipes, além de retomar o gosto pelo esporte. Paratleta, conquistou o vice-campeonato nacional de paratambor, além de praticar atletismo e ciclismo.


Serviço


Para mais informações sobre o Enxergando o Futuro e a sua luta pelo ensino do braile nas escolas, entre em contato pelo telefone (14) 99740-8217. Ou faça uma doação. A chave Pix é adm@enxergandoofuturo.com.br Se você é deficiente visual e deseja aprender braile ou conhece alguém, garanta sua vaga na próxima turma pelo WhatsApp: (14) 99740-8217.  


domingo, 23 de julho de 2023

Tempos difíceis

               .com/img/a/



SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


Tempos difíceis


Que vivemos tempos difíceis não é novidade para ninguém, mas acredito que a grande pergunta seja: o que podemos aprender com esta vivência?

Cada situação que passamos deixa um tanto de consequências. A pandemia tem mostrado que tal premissa é mais real do que imaginamos. As medidas de segurança, o isolamento e, sobretudo as mortes oriundas do vírus, deixou um rastro de dor, de saudade, de medo e desconfiança sem precedentes. Para além disso tudo, temos as depressões, as ansiedades e tantos outros males que não conseguem ficar no anonimato.

Cresceu a indiferença e a criação de “bolhas”. Não posso aceitar o diferente, virou lema e cancelamentos. Quando menos eu me relacionar, melhor para mim, dizem alguns. Uma cilada, visto que fomos feitos para a conexão.

Evidentemente que precisamos ter um tempo somente para nós. A solitude é muito benéfica, mas a comunhão com o outro nos constrói, nos realiza, nos faz enxergar quem somos.

Esse tempo diferente também trouxe outras situações: passamos mais tempo com a família. Para alguns foi crescimento, para outros guerra. Colocou em cheque o que realmente existia nas relações.

Aprendemos a trabalhar longe do local propício para este ofício. Nos tornamos experts em lidar com o computador e com o celular. Nos tornamos mais conectados digitalmente falando.

É claro que toda mudança traz resultados positivos e negativos. Isso depende de cada um. Com a maneira como encaramos a situação. Na verdade, como estamos psicologicamente ajuda muito.

E por falar nisso, como estamos é um dos principais ingredientes para enfrentarmos estes tempos difíceis sem se afetar tanto. Podemos e devemos aprender a pensar por nós mesmos. Para tanto, devemos nos render ao exercício diário da ponderação. Não dá mais para viver a vida deixando-a nos levar. Cada passo precisa ser calculado, pensado; sem exageros, é claro.

E, jamais esquecermos que, diante de um mundo com tanta informatividade, precisamos nos comunicar. E para ter uma boa comunicação, necessitamos de atenção. Como diz a filósofa Simone Weil, a atenção é um dos presentes mais preciosos que podemos oferecer ao outro. E é por meio desta atenção, e com a ajuda do outro, que transformaremos nossas vivências sem sentido em uma existência mais significativa.

Um fortíssimo abraço para você!


Instagram: baunilha45 e s48m7

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Ossamá Sato estreia o seu programa "Ih! Compricô" e recebe o Bozo do SBT

                   Ossamá Sato estreia o seu programa "Ih! Compricô" e recebe o Bozo do SBT




Na estreia do programa "Ih! Compricô", com muita alegria, Ossamá Sato recebe o Bozo do SBT dos anos 80.


Bozo foi o primeiro artista a abrir as portas para o mágico Ossamá Sato na TV.

Acompanhe este reencontro cheio de emoção e muita alegria!!!

Se inscreva no canal do Youtube "Ih Compricô" e fique por dentro de todos os episódios.

Todas as quintas-feiras às 20:30h, um novo programa com muita alegria e momentos incríveis!

@ihcomprico Patrocinadores: @uzmaias @bigjhowpizzas
@lapidasemijoias


Photo imagem: Divulgação
Assessoria de Imprensa Lívia Rosa Santana da Topssimo Assessoria

terça-feira, 18 de julho de 2023

Artista Raphael Bruno lança seu primeiro gibi

    Artista Raphael Bruno lança seu primeiro gibi




O artista de Penedo-RJ, Raphael Bruno lançou seu primeiro Gibi intitulado "Prazer, eu sou o Jeca" na versão digital. O e-book já está disponível a partir desta segunda-feira (10).

O Jeca é seu principal personagem, que foi idealizado em 2018.

A ilustração ficou a cargo de João Henrique, mas a história foi escrita por Raphael Bruno, que em menos de meia hora concluiu o texto. O artista, que redigiu mais de 100 livros, planeja vender seu gibi, de forma física. Raphael também possui um canal no YouTube, que leva o seu nome. Ao todo são mais de mil vídeos de humor.
O ator iniciou sua carreira artística aos 10 anos no espetáculo "Jesus Nasceu", quando caiu nos palcos arrancando gargalhadas do público.


Photo imagem: Divulgação
Assessoria de imprensa Lívia Rosa Santana da Topssimo Assessoria

domingo, 16 de julho de 2023

Trakinagem exibe “curtas-documentários” dos alunos da Periferarte e ABC do Glória

         Trakinagem exibe “curtas-documentários” dos alunos da Periferarte e ABC do Glória 


Cerca de 750 pessoas acompanharam as mostras das obras cinematográficas 


Por: Alitéia Milagre




Com olhares compenetrados, crianças e jovens cineastas da Periferarte e do ABC do Glória de Uberlândia, que participaram das oficinas de curtas-metragens “Documentário” do Trakinagem Cinema e Educação, nos meses de maio e junho, assistiram ao lado dos familiares, gestores educacionais, apoiadores e parceiros do projeto, os resultados de seus trabalhos. A exibição das três obras cinematográficas dos estudantes da Periferarte aconteceu no dia 4 julho, das 15h30 às 17h, na quadra da Escola Municipal Josiany França (370 espectadores). Já a apresentação de outros três vídeos-documentários produzidos pelos alunos do ABC do Glória, ocorreu no dia 12 julho, das 15h50 às 17h20, na Escola Municipal Odilon Custódio Pereira (380 presentes). 


Cerca de 30 participantes das duas instituições receberam troféus como forma de reconhecimento do potencial criativo.  


Patrocinado pelo Instituto Algar por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e realizado pela produtora O Sopro do Tempo, o projeto Trakinagem tem como objetivo ensinar na prática os elementos básicos da linguagem audiovisual, buscando ampliar a percepção e transformar os olhares sobre a realidade sociocultural dos participantes, bem como torná-los espectadores mais críticos diante das produções cinematográficas que assistem.    




Após assistirem curtas-metragens de dois diretores convidados, “Escola Alegria do Saber” der Eduardo Fortes (Palmas – TO) e “Dia de Maria” de Jader Barreto Lima e Rafaella Lima (Visconde do Rio Branco– MG), com olhos atentos, o público conferiu os curtas produzidos pelos alunos.


O idealizador do Trakinagem, Cristiano Barbosa, abriu o evento falando sobre a metodologia e resultados e agradeceu aos participantes e parceiros. “Quero agradecer ao Instituto Algar, que patrocina o projeto por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, e as instituições parceiras que acolheram nossas oficinas de audiovisual.  Os seis documentários que criamos são frutos de um processo muito criativo e colaborativo, em que os jovens aprenderam como utilizar o cinema para ampliar os seus olhares e a valorizar personagens das suas comunidades”, afirmou Cristiano.  




"Estamos muito felizes e satisfeitos com os resultados de mais uma fase concluída do Trakinagem. A seleção de um dos curtas produzidos no primeiro bimestre e exibição na última mostra de cinema que aconteceu em Ouro Preto, MG, trouxe ainda mais expectativas e confirmação do sucesso do projeto. Nós, do Instituto Algar, acreditamos na importância da arte e cultura para o desenvolvimento das crianças e adolescentes nos nossos programas sociais e, por isso, o Programa Transforma apoio inciativas como as do projeto "Trakinagem", disse Alexandre Mateus de Oliveira Alves, gestor de Programas Sociais - Instituto Algar - Programa Transforma.  


Para o professor Neto Capoeira da Periferarte, o Trakinagem surpreendeu. “O projeto é muito bom! Deu voz à instituição, às crianças e a imaginação delas, e gerou resultados de vídeos muito bacanas. Espero que tenhamos outras edições”, destacou. 


Quem também gostou foi a aluna do Periferarte, Luana da Silveira Carvalho. “Aprendemos a filmar. Foi divertido, bom demais!”, disse. 


A irmã, Isabela da Silveira Carvalho afirmou que achou o projeto muito interessante. “Fizemos coisas novas, aprendemos a fazer vídeos. Nos divertimos muito desde o início”, contou. 


Já Gedeon da Silva Filho, estuante do ABC do Glória ressaltou que o Trakinagem o ensinou técnicas úteis. “Aprendi bastante coisa, como posicionar a câmera. E dá até para gravar filmes e vídeos do próprio celular mesmo. Não queria que acabasse”, lamentou. 


Outro aluno que não queria que o projeto terminasse é Talisson Lima do ABC do Glória. “As oficinas foram muito legais e trouxeram novas experiências pra todos nós”, ressaltou. 





Cronograma   


Dando sequência no cronograma deste ano, as oficinas do terceiro bimestre começarão na Estação Vida e no Instituto de Formação Vamos Crescer (IFVC) com a modalidade "Animação Stop Motion”, e seguem até setembro. Para finalizar, de outubro a dezembro, o trabalho acontece no Lar Espírita e ADVEM com o gênero "Experimental". Ao final de cada bimestre, os curtas desses alunos também serão exibidos em uma sessão especial, onde os participantes poderão conferir o resultado final ao lado de familiares, amigos e colegas, e também troféus de participação.   


Até dezembro, a meta do Trakinagem é alcançar 160 alunos, em oito oficinas, com carga horária de 24 horas/aula, cada, em sete diferentes instituições da cidade. Serão produzidos durante as atividades, no mínimo 16 curtas-metragens, dois de cada gênero cinematográfico trabalhado (Ficção, Documentário, Animação e Experimental). Após a finalização dos encontros, será produzido um webnário com o objetivo de avaliar as aprendizagens ocorridas e as potencialidades de multiplicação da metodologia do projeto para mais jovens e educadores de Minas Gerais e todo o Brasil.  


Sobre o Instituto Algar   


Há mais de duas décadas, o Instituto Algar se dedica a contribuir com o desenvolvimento de pessoas. De forma colaborativa, unimos esforços e instituições para desenvolver a comunidade, por meio da educação, do esporte, da cultura e do voluntariado. Enxergar o potencial de cada criança, adolescente e jovem dos nossos programas sociais é o que nos inspira. Nessa trajetória, mais de meio milhão de vidas já foram transformadas. Instituto Algar; conectando pessoas às oportunidades.   


Sobre a produtora O Sopro do Tempo   


Produtora de cinema e audiovisual criada em 2009 na cidade de Uberlândia que conta com diversos filmes exibidos e premiados em diversos festivais no Brasil e no exterior. Na sua filmografia consta 16 filmes de curta metragem (13 ficção e 3 documentários), 06 filmes de longa metragem (1 ficção e 5 documentários) e 01 Série para TV com 10 episódios. É também realizadora das mostras de cinema Contorno – Cinema Independente e da Borda, e do Trakinagem Cinema e Educação, visando educação, formação de público e o fomento da cadeia produtiva do cinema. Saiba mais em: www.osoprodotempo.com 


Um mundo regulado

                                        SA Ú DE TOTAL CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA                      UM MUNDO REGU...