segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Senso do eu

                                




SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                                            SENSO DO EU

 Identidade. Uma palavra tão cheia de significado. Um processo que, enquanto humanos, adentramos sem ter um fim.

Logo de primeira pensamos que é um trabalho contínuo e individual. Contínuo sim, individual, jamais.

Nosso sendo do eu se constrói apenas com a participação de outros em experiências de conexão, em que compartilhamos fluxo de energia e informação, como confirma Daniel Siegel (2021, p. 167) no seguinte excerto: “Quando dizemos que nossas experiências de afeto moldam nosso senso do eu, o correlato neural disso é a maneira como o compartilhamento de nosso fluxo de energia e informação – nossos relacionamentos – estimula a atividade e o crescimento de nossos circuitos neurais”.

E este senso de conexão é tão sério, tão relevante para a constituição do ser, que o estudioso reitera o que estamos insistindo em dizer na seguinte proposição: “...Nossa vida social – em família e provavelmente dentro das culturas – molda diretamente o crescimento neuroplástico das estruturas neurais do eu”.

Ou seja, uma relação tão pertinente e tão extremamente necessária que tem ligação direta com nossa sobrevivência. O estar com o outro, o se relacionar, faz parte integrante da constituição do humano. Não tem como negarmos esta realidade.

E Daniel Siegel (2021) vai mais além quando deixa escrito que até nossa consciência é construída a partir dos processos profundamente sociais, por estar conectada com a integração do cérebro que é adquirida, também, por meio da conexão com o próximo, ou seja, com o social.

Que todos esses ditos nos incite a sermos mais humanos. A caminharmos em direção da harmonia.

Um grande abraço para você!

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segunda-feira, 3 de novembro de 2025

O olhar macro integrativo

                            




SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                        O OLHAR MACRO INTEGRATIVO

 

A ideia de expansão da consciência para a promoção da harmonia e da compaixão é um ganho que todos nós devemos buscar obter. Vou explicar melhor.

Como a desintegração é uma condição que não nos escapa, a integração precisa acontecer e, um dos caminhos é olhar para o outro de maneira mais global. Por exemplo: muitas vezes somos vítimas de situações em que um colega de trabalho ou mesmo um parente ou amigo nos falta com a ética, ou com a educação. Em um primeiro momento ficamos assustados e levantamos um conceito, tentando entender o contexto. Para nos proteger, nos afastamos diante dos pensamentos que nos assaltam. Todavia, se ponderarmos em um contexto mais expansivo, macro, podemos encontrar uma estrada de paz, mesmo em meio a uma tempestade.

Vamos lá!

Diante do ocorrido, movidos pelas emoções que a situação nos outorga, tentamos nos defender. Isso a gente já sabe! Mas em um instante mais futuro, depois do susto da frustração, é bom nos colocarmos no modo ponderação. Pensarmos em tudo o que circunda a pessoa que nos chateou. Onde esta pessoa mora (cultura geográfica), como ela foi criada pelos genitores (referências) e na maneira como ela vê o mundo a partir de tudo o que a envolve. Entender que as pessoas são diferentes e como tal têm ideias diferentes, e consequentemente comportamentos diferentes, faz-nos crescer. Mesmo que seja trabalhoso elaborarmos desta maneira.

Estudos sobre longevidade e felicidade têm relação direta com nossas relações interpessoais pois, por meio destas, formamos nossa rede de apoio. A integração faz com que sintamos o outro, suas experiências, o que nos faz sentir alegria e gratidão. E a consequência disso? Sentimos esperança, vivemos estados positivos, em um mundo tão mergulhado na dor.

Um grande abraço para você!


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segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Hiperconectados, hiperdesatentos

                              




SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                   HIPERCONECTADOS, HIPERDESATENTOS

A internet é só uma das possibilidades que o homem contemporâneo tem para viver milhões de “práticas”, às quais o homem médio de mil anos atrás não tinha acesso algum. Nosso cérebro é maciçamente remodelado por tal exposição – mas também pela leitura, televisão, videogames, eletrônica moderna, música contemporânea, “ferramentas” contemporâneas etc.    Michael Merzenich

 

Norman Doidge, autor do interessante O Cérebro que se transforma, disserta sobre a plasticidade cerebral, nos orientando na direção do conhecimento da capacidade de adaptação pelas quais passamos, tendo como base as múltiplas experiências que vivenciamos todo o tempo.

Neste bojo, incluímos a cultura que nos rodeia. Na cultura, tem a internet que nos assalta todo o tempo, nos modificando, ao forçar uma adaptação constante, sem chance de escapatória.

Mas, como já vimos em outras conversas psicanalíticas, devemos ser vigilantes. Fazer parte de uma cultura não significa se render a tudo, da maneira como ela nos apresenta. Veja um dado que nos elucida muitos questionamentos: a televisão é um aparelho que faz parte da nossa cultura. Um estudo com 26 mil crianças mostrou que a exposição precoce a este aparelho pode trazer problemas futuros. Por exemplo: se crianças de 1 a 3 anos estiverem muito expostos a este dispositivo, certamente terão dificuldades em regular os impulsos em uma fase posterior da infância. E tem mais: para cada hora de TV que os bebês assistiam a cada dia, aumentava em 10% a probabilidade de desenvolverem graves dificuldades de atenção aos 7 anos de idade (DOIDGE, 2024).

E preste atenção: a pesquisa está relatando a experiência com televisão. Imagina que o celular tem ainda mais sucesso entre as pequenas pessoas de hoje em dia.

Como Doige (2024) mesmo relata, a televisão, os videogames, clips de música e podemos acrescentar também os celulares, com suas múltiplas oportunidades de entretenimento, desenrolam-se em um ritmo muito mais rápido do que a vida real e pior, estão ficando cada vez mais rápidos, o que leva as pessoas a desejarem ainda mais rapidez nessas mídias. E o que isso significa? Não conseguimos mais lidar com a calmaria, estando constantemente hiperconectados e, consequentemente, hiperdesatentos.

E Doidge (2024,p. 329) acrescenta: “o preço a pagar é a dificuldade crescente em atividades como ler, manter uma conversa complexa ou assistir às aulas”.

Diante do exposto, que sigamos pensando e mudando...

Um grande abraço para você!


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